quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Carta de um louco

Era meia-noite, o sol brilhava entre as trevas de um dia claro e bonito.

Um homem vestido sem roupas com as mãos nos bolsos, estava sentado em pé, numa pedra de pau, a beira de um rio seco, ele dizia:

- Prefiro morrer do que perder a vida!

Naquele momento, logo depois, um mudo disse a um surdo que estava entrigado pois um cego não parava de olhar para ele, enquanto o surdo estava ouvindo o mudo falar, um aleijado corria atrás de um carro parado.

Bem longe daqui, porém muito perto, um senhor alto, moreno, careca, mas muito baixo, penteava cortando seus longos cabelos loiros.

A noite, durante o sono, senti uma apetitosa falta de comer um prato sem alimentos, também vi peixes nadando na grama verde, enquanto isso as vacas pulavam de galho em galho a procura dos seus ninhos.

Ao acordar dormindo, sonhei que estava dormindo; quando acordei, percebi que eu estava dormindo.

Enquanto outros suicidavam-se para viver, veio então um sujeito comendo guardanapo e limpando a boca com um pedaço de bife, assim ele começou a declarar uma poesia, porém calado dizia:

'Mais vale um vivo morto, que um morto vivo'.

Quando acordei com um despertador latindo, deitado no relógio, me preparei para mais um dia de descanço, porém com muito trabalho...

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